sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Martin Luther King

Líder pacifista negro norte-americano

15 de janeiro de 1929, Atlanta (EUA)
4 de abril de 1968, Memphis (EUA)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Editora Palas Athena
Editora Palas Athena
O pastor Martin Luther King
"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele." Este é um trecho do famoso discurso de Martin Luther King em Washington, capital dos Estados Unidos, proferido no dia de 28 de agosto de 1963, numa manifestação que reuniu milhares de pessoas pelo fim do preconceito e da discriminação racial.

Martin Luther King Jr. era filho e neto de pastores protestantes batistas. Fez seus primeiros estudos em escolas públicas segregadas e graduou-se no prestigioso Morehouse College, em 1948.

Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Lá conheceu sua futura esposa, Coretta Scott, com quem teve quatro filhos.

Em 1954 Martin Luther King iniciou suas atividades como pastor em Montgomery, capital do estado do Alabama. Envolvendo-se no incidente em que Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar para um branco num ônibus, King liderou um forte boicote contra a segregação racial. O movimento durou quase um ano, King chegou a ser preso, mas ao final a Suprema Corte decidiu pelo fim da segregação racial nos transportes públicos.

Em 1957 tornou-se presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, intensificando sua atuação como defensor dos direitos civis por vias pacíficas, tendo como referência o líder indiano Mahatma Gandhi.

Em 1959, King voltou para Atlanta para se tornar vice-pastor na igreja de seu pai. Nos anos seguintes participou de inúmeros protestos, marchas e passeatas, sempre lutando pelas liberdades civis dos negros.

Os eventos mais importantes aconteceram nas cidades de Birmingham, no Alabama, St. Augustine, na Flórida, e Selma, também no Alabama. Luther King foi preso e torturado diversas vezes, e sua casa chegou a ser atacada por bombas.

Em 1963 Martin Luther King conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem pelo fim da segregação racial em Washington. Nesta ocasião proferiu seu discurso mais conhecido, "Eu Tenho um Sonho". Dessas manifestações nasceram a lei dos Direitos Civis, de 1964, e a lei dos Direitos de Voto, de 1965.

Em 1964, Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz. No início de 1967, King uniu-se aos movimentos contra a Guerra do Vietnã. Em abril de 1968, foi assassinado a tiros por um opositor, num hotel na cidade de Memphis, onde estava em apoio a uma greve de coletores de lixo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Rui Barbosa


Estadista e escritor brasileiro

Rui Barbosa

5/11/1849, Salvador (BA)
1o/3/1923, Petrópolis (RJ)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Rui Barbosa consagrou-se como a águia de Haia, na Conferência de paz daquela cidade, em 1907
Rui Barbosa de Oliveira bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1870. No início da carreira, na Bahia, engajou-se numa campanha em defesa das eleições diretas e daabolição da escravatura. Depois, seria político relevante na República Velha, ganhando projeção internacional durante a Conferência de Paz de Haia (1907), em que defendeu a teoria brasileira de igualdade entre as nações.

Eleito deputado na Assembléia Provincial da Bahia em 1878, passou no ano seguinte a deputado geral (ou seja, representante da província no Legislativo nacional, no Rio de Janeiro). Atuou na elaboração da reforma eleitoral, na reforma do ensino e na emancipação dos escravos.

Com a República, tornou-se vice-chefe do governo provisório e assumiu a pasta das Finanças. Também escreveu o projeto da Carta Constitucional da República. Sendo dissolvido o Congresso por Deodoro da Fonseca, Rui abandonou o cargo que ocupava e passou à oposição.

Em 1893, envolveu-se na Revolução da Armada e acabou exilado. Após ter passado pela Argentina, Lisboa, Paris e Londres, voltou para o Brasil e foi eleito senador pela Bahia em 1895.

Rodrigues Alves, presidente da república, designou-o representante do Brasil na 2ª Conferência de Paz de Haia. No Brasil, dada sua brilhante inteligência e eloqüência, ganhou por isso o título "Águia de Haia".

A verdade, porém, é que a impressão causada por lá não foi tão positiva assim (o representante alemão, por exemplo, não foi o único a considerar Rui "o mais aborrecido dos participantes"). No final da vida, ainda seria eleito juiz do Tribunal Internacional de Haia.

Em 1916, indicado pelo então presidente Venceslau Brás, representou o Brasil no centenário da independência argentina, discursando na Faculdade de Direito de Buenos Aires sobre o conceito jurídico de neutralidade. Em plena Primeira Guerra Mundial, o discurso causaria a ruptura das relações do Brasil com aAlemanha.

Três anos depois, Rui recusaria o convite para chefiar a delegação brasileira na Conferência de Versalhes (1919), que estipulou os termos da paz entre vitoriosos e derrotados na Primeira Guerra.

Com seu enorme prestígio, Rui Barbosa candidatou-se duas vezes à Presidência da República (nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca, e nas de 1919, contra Epitácio Pessoa em 1919), mas foi derrotado em ambas.

Como jornalista, escreveu para diversos órgãos, em especial "A Imprensa", o "Jornal do Brasil" e o "Diário de Notícias", tendo presidido esse último. Sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa.

Rui Barbosa morreu aos 73 anos. Sua extensa bibliografia, em mais de cem volumes, reúne artigos, discursos, conferências e anotações políticas escritas durante toda uma vida. Sua vasta biblioteca, com mais de 50 mil títulos, pertence à Fundação Casa de Rui Barbosa, em sua antiga residência no Rio.

Alberto Santos Dumont


Alberto Santos Dumont

20/7/1873, Palmira, atual Santos Dumont (MG)
23/7/1932, Guarujá (SP)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Santos Dumont distribuiu entre os pobres o prêmio que ganhou pelo vôo do 14-bis
Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no local que viria a ser o município de Palmira (hoje rebatizado em honra a ele), então um distrito de Barbacena, em Minas Gerais. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa e engenheiro de obras públicas, e de Francisca Santos-Dumont, filha de uma tradicional família portuguesa.

Com Alberto ainda pequeno a família se mudou para Valença (atual município de Rio das Flores) e passou a se dedicar ao café. Em seguida seu pai comprou a Fazenda Andreúva a cerca de 20 km de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ali, o pai de Alberto logo percebeu o fascínio do filho pelas máquinas da fazenda e direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade.

Em 1891, Alberto, então com 18 anos e emancipado, foi para a França completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar em Paris, admirou-se com os motores de combustão que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e comprou um para si. Logo Santos-Dumont estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris.

Com a morte do pai, um ano depois, o jovem Santos-Dumont sofreu um grande abalo emocional, mas continuou os estudos na Cidade-Luz. Em 1897 fez seu primeiro vôo num balão alugado. Um ano depois, subia ao céu no balão Brasil, construído por ele. Mas procurava a solução para o problema da dirigibilidade e propulsão dos balões. Projetou então o seu número 1, com forma de charuto, com hidrogênio e motor a gasolina.

Primeiro vôo
No dia 20 de setembro de 1898 realizou o primeiro vôo de um balão com propulsão própria. No ano seguinte voou com os dirigíveis número 2 e número 3. O sucesso de Santos-Dumont chamou a atenção do milionário Henry Deutsch de la Muerte que no dia 24 de março de 1900 ofereceu um prêmio de cem mil francos a quem partisse de Saint Cloud, contornasse a torre Eiffel e retornasse ao ponto de partida em 30 minutos.

Santos-Dumont fez experiências com os números 4 e 5. Em 19 de outubro de 1901 cruzou a linha de chegada com o número 6, mas houve uma polêmica graças a um atraso de 29 segundos. Em 4 de novembro o Aeroclube da França declarou-o vencedor. Além do Prêmio Deutsch recebeu do presidente Campos Salles outro prêmio no mesmo valor e uma medalha de ouro.

Em 1902 o príncipe de Mônaco, Alberto 1º, ofereceu um hangar para ele fazer suas experiências no principado. Santos-Dumont continuou construindo seus dirigíveis. O numero 11 foi um bimotor com asas e o numero 12 parecia um helicóptero. Em 1906 foi instituída a Taça Archdeacon para um vôo mínimo de 25 metros com um aparelho mais pesado que o ar, com propulsão própria. O Aeroclube da França lançou o desafio para um vôo de 100 metros.

Com Edison e Roosevelt
Em abril de 1902 Santos Dumont viajou para os Estados Unidos onde visitou os laboratórios de Thomas Edison e foi recebido pelo presidente Theodore Roosevelt. Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, o 14-Bis voou por uma distância de 60 metros, a três metros de altura e conquistou a Taça Archdeacon. Uma multidão de testemunhas assistiu a proeza e no dia seguinte toda a imprensa louvou o fato histórico. O dinheiro do prêmio foi distribuído para seus operários e os pobres de Paris, como era o costume do inventor.

Em 12 de novembro de 1906, na quarta tentativa, conseguiu realizar um vôo de 220 metros, estabelecendo o primeiro recorde de distância e ganhando o Prêmio Aeroclube. Santos-Dumont não ficou satisfeito com os números 15 a 18 e construiu a série 19 a 22, de tamanho menor, chamadas Demoiselles.

Santos-Dumont recebeu diversas homenagens na Europa e nas Américas, em especial no Brasil, onde foi recebido com euforia. Como o brasileiro não patenteava suas invenções, seus projetos foram aperfeiçoados por outros como Voisin, Leon Delagrange, Blériot, Flarman.

Em 1909 ocorreram dois grandes eventos: a Semaine de Champagne, em Reims, o primeiro encontro aeronáutico do mundo e o desafio da travessia do Canal da Mancha. Nesse ano Santos-Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França. Em 25 de julho de 1909, Blériot atravessou o canal da Mancha e foi parabenizado por carta pelo brasileiro.

Primeira Guerra Mundial
Cansado e com a saúde abalada, Santos-Dumont realizou seu último vôo em 18 de setembro de 1909. Depois fechou sua oficina e em 1910 retirou-se do convívio social. Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas alemãs. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra e Santos Dumont amargurou-se ao ver sua invenção ser usada com finalidades bélicas.

Passou a se dedicar ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar. Em 1915, com a piora na sua saúde, decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano, participou do 11º Congresso Científico Panamericano nos Estados Unidos, tratando do tema da utilização do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países.

Já sofrendo com a depressão, encontrou refúgio em Petrópolis, onde projetou e construiu seu chalé "A Encantada": uma casa com diversas criações próprias, como um chuveiro de água quente e uma escada onde só se pode pisar primeiro com o pé direito. Permaneceu lá até 1922, quando visitou os amigos na França. Passou a se dividir entre Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e Fazenda Cabangu, MG.

Em 1922, condecorou Anésia Pinheiro Machado, que durante as comemorações do centenário da independência do Brasil, fizera o percurso Rio de Janeiro-São Paulo num avião. Em janeiro de 1926, apelou à Liga das Nações para que se impedisse a utilização de aviões como armas de guerra. No mesmo ano, inventou um motor portátil para esquiadores, que facilitava a subida nas montanhas. Internou-se no sanatório Valmont-sur-Territet, na Suíça.

Em maio de 1927, chegou a ser convidado pelo Aeroclube da França para presidir o banquete em homenagem a Charles Lindberg, pela travessia do Atlântico, mas declinou do convite devido a seu estado de saúde. Passou algum tempo em convalescença em Glion, na Suíça e depois retornou à França.

Em 1928 veio ao Brasil no navio Capitão Arcona. A cidade do Rio de Janeiro tinha se preparado para recebê-lo festivamente. Mas o hidroavião que ia fazer a recepção, sobrevoando o navio onde estava, da empresa Condor Syndikat, e que fora batizado com seu nome, sofreu um acidente, sem sobreviventes. Abatido, Santos-Dumont retornou a Paris.

Legião de Honra
Em junho de 1930 foi condecorado com o título de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Em 1931, esteve internado em casas de saúde em Biarritz, e em Ortez no sul da França. Antônio Prado Júnior, ex-prefeito do Rio de Janeiro, encontrou Santos-Dumont doente na França, o que o levou a entrar em contato com a família e a pedir ao sobrinho Jorge Dumont Villares que fosse buscar o tio.

De volta ao Brasil, passam por Araxá, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente no Guarujá, onde se instalou no Hotel La Plage, em maio de 1932. Antes, em junho de 1931 tinha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Em 1932, explodiu a Revolução Constitucionalista, quando o Estado de São Paulo se levantou contra o governo de Getúlio Vargas. Isso incomodava a Santos-Dumont, que lançou apelos para que não houvesse uma guerra civil. Mas aviões atacaram o campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente esse fato pode ter piorado a angústia de Santos Dumont, que nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade, sem deixar descendentes.

NILS TARANGER- UM DOS MUITOS MISSIONÁRIOS DO CENTENÁRIO




NILS TARANGER

Foi emocionante pesquisar e escrever a história desse servo de Deus. O missionário Nils Taranger passou a estar com o Senhor no dia 5 de janeiro de 2003, as 17 hs, aos 85 anos de idade. Foi presidente da Igreja de Porto Alegre por mais de 50 anos, sendo que nos últimos 4 anos esteve afastado dos trabalhos devido a uma isquemia cerebral.

Tivemos que recorrer a vários exemplares da revista Boas Novas, jornal Mensageiro da Paz e o livro História das Assembléias de Deus no Brasil, editado pela CPAD, para escrever a sua história. 

Nils Taranger, filho de um dos pioneiros das Assembléias de Deus na Suécia, nasceu em 17 de abril de 1916 na cidade de Drammen, Noruega. Aos quatro meses de idade seus pais fixaram residência na Suécia, país vizinho. Quando ainda bem pequeno foi consagrado a Deus pelo seu pai, que tomando-o em seus braços orou assim: “Este menino eu coloco sobre o altar de missões para trabalhar na América do Sul”. Seu pai escrevera diversos artigos sobre o tema, e enviou os primeiros missionários para a Argentina e a Bolívia.

Aos 14 anos de idade Nils Taranger aceitou a Jesus como seu Salvador pessoal e aos 15 foi batizado com o Espírito Santo. Em 1932, com 16 anos, foi chamado ao Ministério. Estava então empregado na Companhia de Seguros de Navios. O Espírito Santo falou que deveria pedir sua demissão do trabalho e dedicar-se à Obra do Senhor, passando a lecionar na Escola Bíblica para Obreiros que a igreja oferecia, cujos estudos eram ministrados por cinco semanas. Após a Escola, foi convidado para trabalhar como auxiliar de pastor, iniciando assim o ministério de Evangelista. O Senhor o chamou e ele simplesmente obedeceu, vindo a atender outras seis igrejas. Em 1941 casou-se com Mary Chrisitiason, natural da Suécia.

Atendendo o forte chamado, Nils Taranger, sua esposa Mary, seus filhos Gunilla e Pedro, após terem servido ao Senhor na Suécia por 14 anos, viajaram para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 8 de novembro de 1946. Logo em seguida vieram a Porto Alegre onde começou a estudar as primeiras lições da língua portuguesa e realizando campanhas e estudos bíblicos na capital e interior do Estado.

Sempre procurando entender a vontade de Deus, em agosto de 1948 Nils Taranger e família dirigiram-se a Bagé. A irmã Mary, na chegada àquela cidade, sentada na mala, tendo uma criança no colo, foi abordada por uma mulher que perguntou para onde eles estavam se dirigindo, no que a irmã Mary respondeu: “Nós viemos para Bagé trazer a mensagem de Jesus Cristo para salvação”. A mulher disse: “A senhora não vai dizer que são evangelistas!, então é melhor que voltem já, porque aqui não arranjam nada”. Instalados na cidade, fundaram a igreja e lá ficaram até o ano de 1955. O primeiro bageense que assistiu a um dos primeiros cultos chegou vestido de pala e botas, ele estava de chapéu de aba larga, lenço vermelho no pescoço, cheirando a cachaça. Convertido, vinte anos depois ele permanecia fiel ao Senhor. Assim a igreja foi fundada em Bagé. O Evangelho se espalhou por Dom Pedrito, São Sebastião, Lavras do Sul e Pinheiro Machado. Nils Taranger construiu confortáveis templos nessas cidades. Em Pinheiro Machado Nils distribuía folhetos em seu trabalho de evangelização, e numa noite teve um sonho. Ele viu o Senhor lhe dizer que faria uma obra muito grande na cidade; muitas almas seriam salvas e haveria grandes milagres; Ele levantaria um povo ali. Essas profecias vieram a ser confirmadas depois milagrosamente.

Devido a um movimento de divisão que ocorreu na igreja em Porto Alegre, Nils Taranger e família foram chamados pelo missionário Gustavo Nordlund para assumirem a presidência da igreja. Era o mês de março de 1955. A igreja contava com 3.500 membros. Deus abençoou o ministério pastoral de seu servo na capital e houve um grande crescimento em número de membros como em trabalhos sociais. No sentido de organização todas as igrejas do interior do Estado ainda eram congregações da sede na capital.

Em 1956 deu-se a fundação do programa Boas Novas que foi levado ao ar em 6 de janeiro as 18 horas e 15 minutos, pela Rádio Farroupilha. Em junho do mesmo ano, por ocasião do Congresso da Igreja em Santa Maria, foi fundado o jornal Boas Novas, órgão oficial da Convenção dos Pastores da Assembléias de Deus no Rio Grande do Sul. O Boas Novas foi criado com dois propósitos: dar ao leitor a mensagem do Evangelho e dar informações dos Departamentos da Igreja em Porto Alegre e igrejas juridicionadas e informar sobre missões para onde os missionários eram enviados.

Dentro das obras sociais da igreja, em 6 de abril de 1958, foi lançada a pedra fundamental do Orfanato Lar Esperança. O Lar Esperança foi criado a partir de um incidente ocorrido com a família Taranger, em 1955. Ao regressarem de um culto, certa noite, constataram que a casa havia sido arrombada. Descobertos os autores do assalto, verificou-se tratar-se de menores delinqüentes. Comovido, diante do delegado, surgiu no coração do Pr. Nils e sua esposa o desejo de construir uma casa para abrigar menores abandonados, sendo então inaugurada em 7 de novembro de 1960, e no ano de 1962 foi adquirida uma casa em Gravataí onde instalou-se o primeiro Lar de meninas. A primeira casa abrigava dez meninos de rua. Com o passar dos anos o conjunto todo possuía quatro casas para meninos e uma para meninas, uma creche, o lar dos idosos (anteriormente fundado por Gustavo Nordlund), uma escola profissionalizante e uma clínica de assistência às crianças com HIV. Em 4 de abril de 1992, foram inauguradas novas instalações de uma escola de artes gráficas, denominada Gráfica Esperança, figurando entre as maiores gráficas da região. No Morro Santana, em março de 1964, foi inaugurado um complexo do Lar Esperança, parecendo uma pequena cidade com avenidas arborizadas, parques, jardins, escolas profissionalizantes, área rural de hortigrangeiros, aves e gado. O Lar Esperança inspirou outros lares que foram construídos em Ijuí, Passo Fundo, São Jerônimo, Rio Grande, Santa Maria, Encruzilhada do Sul, Rio Pardo, Santa Rosa, Tramandaí e Cachoeirinha.

A Sociedade Beneficente Esperança (mantenedora do Lar Esperança) e a Igreja Assembléia de Deus de Porto Alegre, desenvolvem as seguintes afinidades:

- Internato com capacidade para 100 crianças (o Lar Esperança);- Creche para 100 crianças carentes em idade escolar;- Asilo Gustavo Nordlund;- Cursos de corte e costura, panificação, tecelagem, marcenaria, etc;
- Curso de artes gráficas;- Programa de alimentação para cerca de cinco mil crianças, em 40 postos distribuídos nas vilas de Porto Alegre;- Primeiro Albergue para meninos de rua;- Projeto cultural Barco Élida operando no delta do rio Jacuí, com atendimento assistencial;- Clínica Esperança;- Projeto Mutirão, organizado em conjunto com as autoridades locais com vistas a criar núcleos habitacionais para acolher famílias que não têm onde morar;- Projetos diversos, como distribuição de roupas e calçados;- Instituto Bíblico Esperança.O Instituto Bíblico Esperança, fundado em 1966, funcionou inicialmente com cursos intensivos de férias. Hoje atua em regime de internato de dois anos. O IBE tem hoje a grata satisfação de ter muitos de seus alunos trabalhando na obra do Senhor dentro e fora do Brasil, sendo que a Igreja possui missionários na América do Sul e África.

Nils Taranger foi uma pessoa de grande bondade. Deixava-se amar por todos, desde crianças aos mais velhos. Certa ocasião (11 de outubro de 1970) quando retornava de uma viagem da Suécia, lá estavam no aeroporto da capital a Banda Mirim para recepcionar o seu “pai” com alegres músicas e um pelotão de escoteiros sob o comando do irmão José D. Kaiser, o qual era sargento do Exército e vice-diretor do Lar Esperança. O movimento no aeroporto era incomum. As pessoas queriam saber o que estava acontecendo. Alguém chegou a indagar se o Sr. Governador ou o Presidente da República estava por chegar. Alguém do povo ousou perguntar ao maestro da banda: “Por favor, senhor, quem está para chegar?” “Chegarão daqui a pouco”, disse o irmão Hilário, “dois servos de Deus; um é o nosso pastor, que estava na Suécia e o outro é também pastor que nos visitará pela primeira vez”.

A Banda Mirim também teve os seus momentos exuberantes. Fez apresentações através do Brasil, tendo participado da 8a Conferência Mundial Pentecostal realizada na antiga Guanabara em 1967, executando louvores para uma assistência de 150 mil pessoas. A banda chegou a fazer também 60 apresentações em 45 cidades da Suécia, recebendo os aplausos das igrejas e das autoridades por onde passava.

Em 20 de fevereiro de 1981, Nils Taranger foi condecorado pela Brigada Militar com a medalha de Serviços Distintos e Cruz de Ferro, para expressar o reconhecimento que a Brigada teve pelos serviços distintos prestados à corporação e que representa a sua condecoração mais alta. Em 20 de outubro de 1990 a Câmara de Vereadores de Porto Alegre confere a Nils Taranger o título de Cidadão Porto-alegrense. Em 1º de maio de 1997 inaugura a Clínica Esperança para atendimentos e cuidados de crianças portadores do vírus HIV. Sua esposa, Mary Taranger, aos 81 anos de idade, recebe da Câmara de Vereadores título de Cidadã Porto-alegrense pelos trabalhos sociais de alta relevância prestados à comunidade.

Nils Taranger, o servo de Deus trazido ao Brasil para aqui realizar a Sua vontade, em outubro de 1998, quase completando 66 anos de ministério pastoral (02/12), passa a presidência da igreja de Porto Alegre ao seu substituto Pr. João Ferreira Filho. (IR)


Oswaldo Aranha



15/2/1894, Alegrete (RS)
27/1/1960, Rio de Janeiro (RJ)

[creditofoto]
Oswaldo Aranha foi um dos principais articuladores da Revolução de 1930
Na primeira sessão especial da Assembléia Geral da ONU, em 1947, Oswaldo Aranha inaugurou a tradição -que se mantém até hoje- de ser um brasileiro o primeiro orador daquele foro internacional.

Oswaldo Euclides de Souza Aranha era um dos 11 filhos do coronel Euclides de Souza Aranha e de Luiza de Freitas Valle Aranha, proprietários da estância Alto Uruguai, no município gaúcho de Itaqui.

Freqüentou a faculdade de direito, aproximando-se dos colegas que se ligavam às oposições, embora o pai fosse do partido situacionista. Manteve também intensa atividade política contra o então presidente da República, marechal Hermes da Fonseca.

Em princípios de 1917, instalou banca em Uruguaiana. Até 1923, dedicou-se quase exclusivamente à advocacia, obtendo alto conceito profissional. Getúlio Vargas (também advogado, formado em 1907) costumava consultá-lo, e os dois chegaram a ter clientes em comum.

Pouco depois de haver fixado residência em Uruguaiana, Aranha casou com Delminda Benvinda Gudolle, com quem teria quatro filhos.

Começou a carreira política como intendente da cidade de Alegrete e depois subchefe de polícia de Porto Alegre e deputado federal. Em novembro de 1927, com a eleição de Vargas para o governo do Rio Grande do Sul, Aranha foi convidado a ocupar a Secretaria do Interior e da Justiça.

Tornou-se um dos principais articuladores da Revolução de 1930, que começou em Porto Alegre em 3 de outubro daquele ano. Uma semana depois, Getúlio Vargas passou o poder do estado para Oswaldo Aranha, antes de rumar para Ponta Grossa (PR), onde estabeleceu seu quartel-general e assumiu o comando das forças revolucionárias em marcha para o Rio de Janeiro, então capital da República.

Em 1931, Aranha tornou-se ministro da Justiça e da Fazenda. Criou o "Esquema Aranha", que se destinava a evitar o aumento da dívida externa e possibilitou uma redução real dos débitos. Foi embaixador em Washington entre 1933 e 1937 e ministro das Relações Exteriores a partir de 1938.

Como chanceler, colocou o Brasil ao lado dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, conseguindo importantes vantagens políticas e econômicas que estimularam nossa industrialização.

Em 1947, como chefe da delegação brasileira na ONU, defendeu a criação doEstado de Israel. Sempre preocupado com questões de segurança nacional, promoveu o pan-americanismo e estreitou o relacionamento com a Argentina. No Itamaraty, pôs a diplomacia brasileira no caminho da análise política internacional e destacou a utilização do comércio e demais atividades econômicas como instrumentos da política externa.

Em 1953, a convite de Getúlio Vargas, voltou ao Ministério da Fazenda, onde criou o "Plano Aranha", que visava a agilizar o mecanismo fazendário e fiscal, adotar uma política orçamentária e codificar o direito tributário e a lei orgânica do crédito público.

Após o suicídio de Vargas (agosto de 1954), Oswaldo Aranha afastou-se da vida pública, retornando ao escritório de advocacia. Em 1956, já no governo Kubitschek, foi convidado a participar da delegação brasileira na ONU, mas recusou. No ano seguinte, porém, aceitou novo convite, sendo nomeado chefe da delegação brasileira na 12ª Assembléia Geral das Nações Unidas.

Em 1958, seu nome foi cogitado para concorrer ao Senado, tanto pelo Distrito Federal quanto pelo Rio Grande do Sul. Dois anos depois, concorreu à Vice-Presidência da República na chapa do general Henrique Teixeira Lott, mas veio a morrer em 27 de janeiro.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Abraham Lincoln




Abraham Lincoln


Lincoln
16.º Presidente dos Estados Unidos da América. Preservou a União durante a Guerra Civil tendo conseguido a emancipação dos escravos.Nasceu perto de Hodgenville, Kentucky, nos E.U.A. em 12 de Fevereiro de 1809;
morreu assassinado em Washington, em 15 de Abril de 1865.
Filho de um agricultor de ascendência inglesa, vivendo no Kentucky, um dos primeiros Estados criados após a independência da Grã-Bretanha (1792), na fronteira ocidental do país, Lincoln passou a maior parte da sua infância no território de Indiana, para onde a família se tinha deslocado em finais de 1816, devido a um processo judicial de contestação da propriedade que o pai possuia. A mãe morreu no Outono de 1818, tendo Lincoln e a irmã sido educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz, com quem o pai se casou no princípio do Inverno de 1819. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada, frequentando a escola muito esporadicamentemas que, como o próprio afirmava, quando chegou à idade adulta, lhe permitia ler e escrever e fazer algumas contas básicas.
Em 1830 a família mudou-se novamente mais para Oeste, para o território do Illinois, na fronteira. Lincoln, com 21 anos, não querendo ser lavrador começou por tentar várias profissões, mas finalmente estabeleceu-se em Nova Salem, trabalhando em actividades como o comércio, os correios ou no levantamento topográfico. Com o desencadear da Guerra de «Black Hawk» contra tribos índias, alistou-se como voluntário tendo sido eleito capitão da sua companhia. Não tendo, segundo as suas próprias palavras, «visto guerreiros índios vivos», terá entrado em várias «lutas sangrentas contra os mosquitos». Entretanto, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Illinois, para onde foi eleito repetidas vezes, após uma primeira tentativa falhada. Pensou em tornar-se ferrador mas finalmente escolheu a advocacia. Tendo aprendido por si próprio gramática e matemática, embrenhou-se nos manuais jurídicos, passado o exame de admissão à advocacia em 1836. No ano seguinte mudou-se para a capital do Illinois, Springfield, onde tinha mais possibilidades de exercer advocacia do que em Nova Salem.
O começo da profissão de advogado foi difícil e muito trabalhosa, tendo de deambular pelo Estado para conseguir clientes. Com o aparecimento dos caminhos de ferro, Lincoln tornou-se advogado da Illinois Central Railroad, tendo defendido a companhia com sucesso, o que lhe deu uma real estabilidade financeira. Tornou-se um advogado reconhecido, tendo também ganho um célebre processo do foro criminal, onde defendeu o seu cliente da acusação de assassínio com a ajuda de um Almanaque que provava que, sendo a noite do crime de Lua Nova, e por isso muito escura, a testemunha do crime não podia ter presenciado o crime claramente. 
Em 1842 casou com Mary Todd, mulher com uma sólida educação, pertencente a uma família distinta do Kentucky, e cujos familiares em Springfield faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos, tendo só o filho mais velho chegado à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local. Sendo considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador, era um conhecedor profundo da Bíblia, tendo acabado por defender que toda a história era obra de Deus.
Quando Lincoln entrou para a política, no princípio dos anos 30 do século XIX, simpatizava com as ideias de Jackson sobre o desenvolvimento da democracia nos Estados Unidos, mas, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, achava que o governo federal devia intervir na ajuda ao desenvolvimento  económico. Admirando os dois grandes políticos americanos da década de 40, Henry Clay e Daniel Webster, começou por apoiar o partido Whig, assim chamado, imitando o antigo nome do partido liberal britânico, porque combatia ao aumento dos poderes presidenciais. Lincoln achava que o seu Estado, o Illinois, e o Oeste em geral, precisavam desesperadamente do apoio do governo federal no apoio ao desenvolvimento económico, por meio de um banco nacional, uma barreira alfandegária proteccionista e um programa de desenvolvimento das comunicações.
Como membro da Assembleia legislativa estadual do Illinois, de 1834 a 1840, Lincoln desenvolveu um projecto grandioso, a ser subsidiado por fundos estatais, de criação de uma rede de caminhos-de-ferro, estradas e canais, que foi aprovado, mas que por vários motivos não pôde ser concretizado. A posição de Lincoln sobre a escravatura era, nesta altura, conciliatória defendendo que a escravatura não só «era injusta, mas também era uma má solução», sendo que as «doutrinas abolicionistas tendiam a aumentar, e não a diminuir, os efeitos perniciosos da instituição».
Durante o seu mandato para a Câmara dos Representantes (1847-1849) Lincoln, que apresentou uma lei para a abolição da escravatura na capital federal que não agradou a ninguém, dedicou-se sobretudo a apoiar a eleição de um presidente Whig, o que foi conseguido com a eleição do herói da Guerra do México, Zachary Taylor, mas esta eleição não beneficiou Lincoln da maneira que este esperava.
Afastado da política por um curto espaço de tempo, Lincoln regressou para combater a Lei Kansas-Nebraska, proposta pelo seu rival político Stephen A. Douglas, que permitia a existência da escravatura nestes estados, desde que aprovada pelos seus eleitores. A luta política contra esta medida, que acelerou o declínio do partido Whig, deu origem ao Partido Republicano. Como muitos outros políticos Whig, Lincoln integrou este novo partido em 1856.
Em 1858 Lincoln tentou ser nomeado para o Senado, em vez de Douglas. A campanha eleitoral deu origem a um conjunto de debates, que abordaram sobretudo o tema da escravatura. Foi nessa época que proferiu o célebre discurso Uma Casa Dividida, em que afirmou que uma «casa dividida não se pode manter», insistindo no tema de que as liberdades civis, tanto dos brancos como dos negros, estavam em causa no problema da escravatura. Os debates não conseguiram fazer com que Lincoln fosse eleito, mas tornaram-no uma figura nacional, e fizeram com que, em 1860, fosse pensado para a Presidência dos Estados Unidos. Na verdade, acabou por ser escolhido como candidato do Partido Republicano, ao fim de três votações, na convenção desse ano.
Devido a haver quatro candidatos à eleição, o Partido Democrata estar dividido e o seu Partido unido em seu redor, Lincoln acabou por ser eleito, com 40% dos votos dos eleitores, mas com uma grande maioria no Colégio Eleitoral, sendo que no colégio não obteve nenhum voto dos Estados do Sul.
No período entre a eleição e a tomada de posse de Lincoln, a Carolina do Sul decidiu abandonar a União. Tentou-se chegar a um compromisso, a propósito da divisão territorial entre estados esclavagistas e livres, mas acabou-se por não chegar a nenhum acordo, o que levou outros seis estados do Sul a seguir o exemplo da Carolina do Sul, formando os Estados Confederados da América.
A guerra acabou por ser declarada devido ao cerco do forte Sumter por tropas da Confederação. O forte que tinha sido acabado de construir na baía de Charleston, na Carolina do Sul, e estava guarnecido por tropas federais, foi bombardeado em 12 de Abril de 1861, antes da chegada anunciada de uma coluna de reabastecimento. O novo presidente requereu tropas aos governadores estaduais, o que fez com mais três estados abandonassem a União, entre os quais o importante Estado da Virgínia, e declarou o bloqueio dos portos sulistas. A estratégia de Lincoln era simples. Baseava-se em organizar o maior número possível de tropas e atacar em todos os lados ao mesmo tempo. O peso demográfico e económico dos estados do Norte, far-se-ia sentir mais cedo ou mais tarde, sobre os estados do Sul, e a guerra terminaria. Mas a unidade de comando, necessária para coordenar os esforços dos diferentes exércitos federais, só foi conseguida em Março de 1864, quando Lincoln nomeou o general Grant, vencedor dos exércitos confederados no vale do Misissipi, comandante-chefe das forças da União. A estratégia de 1861 pode ser posta em prática, finalmente, e a rendição do estados do Sul não demorou.

Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do statu-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, e a proibição da sua expansão para outros estados; a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de Janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de Guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objectivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano, durante a preparação das eleições de 1864.
Durante a guerra, Lincoln teve de preparar a «reconstrução» dos estados do Sul. A questão foi sempre fonte de divisão no Norte e no Partido Republicano. A facção «Radical» defendia que os estados rebeldes deviam ser tratados duramente, enquanto Lincoln e os «Conservadores» defendiam que os territórios deviam regressar à normalidade o mais rapidamente possível, sendo as medidas de regularização da situação o menos duras possíveis. Mas a posição de Lincoln nunca foi muito clara, mesmo após o fim da guerra, parecendo que se começava a aproximar das posições dos «Radicais», quando morreu.
Na noite de 14 de Abril de 1865, uma 6.ª feira Santa, o actor John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao Sul, membro de uma família famosa de actores, matou Lincoln no Teatro Ford, em Washington. 
Com a ajuda do seu antigo sócio na advocacia, que sempre salientou o começo de vida bastante sórdido de Lincoln, este tornou-se o modelo do homem que sobe na vida a pulso.
Fontes:
Enciclopédia Britânica